Sobre Marcela Oliveira

Quando descobri que ‘gostava’ de falar, comunicar e me dirigir ao outro, percebi que a Fonoaudiologia poderia ser um terreno fértil. Em meio a afinidades e desencontros, tive diversas referências na graduação que me convidaram a refletir sobre “o fazer fonoaudiológico” e a profissão me escolheu.

Entre alguns encontros, tive a oportunidade de vivenciar as minhas primeiras experiências sobre grupos, sujeitos, cenários, subjetividade e contextos. Pude também, compreender a indissociabilidade entre ser humano e mundo. Reconheci que falar, vai além do que as palavras bem articuladas podem dizer, que ouvir, vai além do que se escuta e que se comunicar é possível, mesmo diante da ausência de oralidade.

Me tornei Fonoaudióloga especialista em Saúde da Família, terapeuta. Um caminho ‘sem volta’ no melhor dos sentidos. Em meio a prática clínica, atendendo crianças, adolescentes, adultos e idosos. Em meio a família e a escola. Em meio a formação e afinidades. Sinto-me feliz e grata em acolher sujeitos, famílias e seus contextos, em poder apresentar as inúmeras formas de comunicação e fazer dessa escolha, possibilidades.

Serviços Ofertados

  • Avaliação e terapia fonoaudiológica individual para crianças, adultos e idosos
  • Clínica da Linguagem Oral e Escrita
  • Implementação de Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA)
  • Clínica da Voz
  • Atendimento Domiciliar
  • Visita escolar
  • Teste da Linguinha
  • Palestras e Oficinas

Sobre a Abordagem

A abordagem utilizada valoriza as especificidades dos sujeitos, cenários e contextos e, considera a indissociabilidade entre ser humano e mundo. Neste sentido, falar vai além do que as palavras bem articuladas podem dizer, ouvir ultrapassa o que se escuta e se comunicar é possível, mesmo diante da ausência de oralidade.

O trabalho aqui realizado é baseado nos estudos da linguagem desenvolvidos por Mikhail Mikhailovich Bakhtin, que aborda e reconhece a importância da perspectiva dialógica, a partir da análise das especificidades discursivas constitutivas de momentos em que a linguagem e as atividades se interpenetram e se interdefinem. Neste contexto, a linguagem é considerada como inacabada e, como maneira de tornar os sujeitos conscientes e agentes sobre o mundo.

Considera-se que são nas relações dialógicas que os sentidos são produzidos através da interação dos interlocutores nos diversos contextos possíveis. O diálogo não é apenas a informação por si só trocada pelos interlocutores, pois, ele é capaz de expressar todo conteúdo ideológico ou vivencial nas relações. Desta maneira, há muitas linguagens que refletem a experiência social, há vários modos de se falar e, o objetivo é oferecer possibilidades para que o sujeito utilize a comunicação para agir e caminhar a uma real emancipação social.

Esta abordagem é direcionada a pessoas de todas as idades (crianças, adultos e idosos), que necessitem e/ou desejem habilitar, reabilitar ou aperfeiçoar a sua comunicação, seja verbal ou não verbal, utilizando-se também, da Comunicação Alternativa e Ampliada. Se beneficiam os sujeitos que apresentem desenvolvimento considerado típico e, nos quadros associados aos Transtornos do Neurodesenvolvimento, como no Transtorno do Espectro Autista e TDAH.